Prefeitura de Aracaju divulga regras para autorização de bloquinhos carnavalescos; confira

Como Solicitar a Autorização para Bloquinhos

A autorização para a realização de bloquinhos carnavalescos em Aracaju é um passo fundamental para que os organizadores possam promover suas festas de forma legal e segura. O processo de solicitação deve ser iniciado com antecedência, garantindo que todas as etapas necessárias sejam cumpridas. Para dar início a esse procedimento, o primeiro passo é entrar em contato com a Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), que é o órgão responsável por avaliar a viabilidade da realização do evento nas vias públicas.

Os organizadores têm a opção de realizar essa solicitação de maneira presencial ou por meio da plataforma AjuInteligente. No sistema online, os requerentes devem acessar a aba “Eventos” e escolher a opção “Autorização para Eventos em Vias Públicas”. É essencial informar se haverá fechamento total ou parcial das vias, além da necessidade de apoio dos agentes de trânsito.

Prazo de Solicitação e Importância do Antecedente

Um aspecto crucial que todos os organizadores precisam estar cientes é o prazo para a solicitação da autorização. É exigido um prazo mínimo de 30 dias de antecedência em relação à data do evento. Essa margem de tempo permite que os órgãos competentes realizem a análise do pedido, considerando fatores como o fluxo de veículos nas áreas afetadas e a disponibilização de rotas alternativas para o tráfego.

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O cumprimento desse prazo é de suma importância não apenas para garantir a legalidade do evento, mas também para a segurança de todos os participantes. Ao solicitar com antecedência, os organizadores podem evitar contratempos e frustrações que podem ocorrer caso o evento não receba a aprovação a tempo.

Requisitos da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito

A SMTT é um dos principais responsáveis pela análise dos pedidos de autorização para eventos em vias públicas. Na sua avaliação, vários critérios são levados em conta. Primeiramente, deve haver um planejamento adequado que considere a movimentação de veículos e a segurança dos foliões. Os organizadores devem esclarecer se há necessidade de interrupção total da via e se será preciso contar com a presença de agentes da SMTT.

Além disso, para eventos que exijam bloqueios totais, é necessário apresentar um abaixo-assinado dos moradores da localidade, que deve demonstrar a concordância da comunidade com a realização do bloquinho. O modelo do documento é disponibilizado pelo portal da prefeitura, facilitando o acesso e a comunicação entre os organizadores e os moradores da região.

O Papel da Empresa Municipal de Serviços Urbanos

Após a autorização inicial concedida pela SMTT, o organizador precisa dirigir-se à Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb). No entanto, é crucial ressaltar que a Emsurb não poderá liberar o espaço para o evento se a SMTT não oferecer sua aprovação. O procedimento seguinte envolve a entrega de um ofício que contenha informações essenciais, como nome, RG, CPF e comprovante de residência do responsável, além do detalhamento do evento.

Os organizadores devem informar à Emsurb o dia e horário do evento, quais equipamentos serão utilizados, e a estimativa de número de participantes. Essa comunicação clara e direta é essencial para o bom andamento do processo de autorização, uma vez que permite à Emsurb planejar a infraestrutura necessária para suportar o evento e assegurar a segurança pública.

A Importância da Autorização do Meio Ambiente

Além da SMTT e da Emsurb, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema) também desempenha um papel vital no processo de autorização. A Sema é responsável por avaliar os impactos ambientais do evento, principalmente no que diz respeito ao controle da poluição sonora e à gestão de resíduos. Nesse sentido, os organizadores devem estar preparados para cumprir exigências como a instalação de banheiros químicos e a organização de uma estrutura adequada para o descarte de resíduos sólidos.



O cumprimento das normativas ambientais não só é uma exigência legal, mas também reflete o compromisso dos organizadores com a sustentabilidade e a preservação do meio ambiente. Eventos bem planejados e sustentáveis oferecem uma experiência positiva para os foliões e contribuem para a imagem da festa em si.

Consequências da Realização sem Autorização

Realizar um bloquinho carnavalesco sem a devida autorização pode resultar em sérias consequências. De acordo com o artigo 253-A do Código de Trânsito Brasileiro, essa infração é considerada gravíssima. Os condutores de trios elétricos que não possuírem a autorização estarão sujeitos a multas que podem girar em torno de R$ 5.800. Por outro lado, os organizadores do evento podem enfrentar penalidades que ultrapassam R$ 17.500, além da interrupção imediata do evento.

Essas medidas foram estabelecidas para garantir a segurança viária e a ordem pública, situações que podem ser comprometidas quando há uma aglomeração descontrolada em vias públicas. Portanto, seguir os trâmites legais não é apenas uma prática recomendada, mas uma questão de responsabilidade social e legal.

Zonas Impedidas para Bloquinhos em Aracaju

A cidade de Aracaju possui certas áreas onde a realização de bloquinhos está proibida, por conta de decisões judiciais ou determinações do Ministério Público. Atualmente, quatro locais estão interditados: o bairro Inácio Barbosa, e as ruas Paraíba, Espírito Santo e Alu Campos, localizadas nos bairros América e Farolândia, respectivamente. Essas restrições são implementadas visando proteger os moradores e a ordem pública em regiões com maior densidade populacional ou problemas estruturais.

Os organizadores devem estar cientes dessas restrições geográficas ao planejar seus eventos, evitando pedidos de autorização para áreas onde a realização de bloquinhos não é permitida, o que poderia resultar em complicações adicionais.

Taxas e Obrigações para Eventos Carnavalescos

Como parte do processo de autorização, é importante que os organizadores estejam cientes das taxas que podem ser cobradas. Em eventos onde há necessidade de agentes da SMTT, haverá uma taxa correspondente, conforme a legislação vigente. Essas taxas são utilizadas para cobrir os custos relacionados à presença dos agentes de trânsito e à organização do evento.

Além de acertar as taxas, os organizadores têm responsabilidades adicionais, que incluem a segurança dos participantes, a sinalização adequada do evento e o respeito às normas estabelecidas pela Emsurb e pela Sema. Cuidar de cada um desses aspectos é fundamental para que o evento ocorra sem incidentes e com total conformidade legal.

Como Preparar a Documentação Necessária

Preparar a documentação necessária para a solicitação de autorização é uma tarefa que exige atenção e organização. O organizador deve reunir os seguintes documentos: o ofício de solicitação à SMTT, contendo informações pessoais e detalhes do evento, o abaixo-assinado dos moradores (no caso de bloqueios totais) e cópias de documentos como RG, CPF e comprovante de residência. Além disso, a estimativa de público e a descrição dos equipamentos a serem usados devem ser claramente apresentadas.

A documentação deve ser entregue nos órgãos competentes, sendo recomendável que uma cópia permaneça com o organizador para garantir que todas as informações estejam organizadas e acessíveis, caso sejam solicitadas. Um controle metódico pode fazer a diferença na agilidade do processo de autorização.

Orientações para um Carnaval Seguro e Responsável

Por fim, é imprescindível que todos os organizadores sigam algumas orientações visando a realização de um carnaval seguro e responsável. Desde o planejamento inicial até o dia da festa, medidas como a contratação de profissionais de segurança, a adequada sinalização do roteiro e a disponibilização de banheiros e resíduos são fundamentais.

Além disso, incentivar a abertura do diálogo com a comunidade local, respeitando as preocupações dos moradores, contribui para a aceitação do evento. A implementação de ambientes festivos que respeitem os direitos de todos também ajuda a fortalecer as relações entre organizadores, participantes e a comunidade, resultando em um carnaval vibrante e harmonioso.